Pesquisar neste blog

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Espaço de um monólogo triste


Tréplica tirada da sutil cicatriz
Da aventurança de uma borrasca
Que rápido retesei do olho à praia
Desmaio nesta comoção ilícita

Alívio parco por burra felicidade
Buscava casto, produzir esse amor
Que das penumbras vinham maçãs
Condimento doce de raízes duras

Um marouço veio palpitar coração
Destoa do que ele próprio foi e é
Mas quis mesmo assim imaginar
Como simular numa arena enluarada
  
Adentro a mim neste fiel recinto
Quase só meu se não fosse você
Dá uma catarse, uma vil exibição
Vê-se descompasso, um espaço


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Inesperada Artesania


Vento sopra descomedido frio
Uma antemanhã quase solene
Com amigos descontração tida
Vazia rua de tenra companhia

Abraço inerme vindo do sopro
Retocam a cor rubra dupla tez
Memória rápida acomoda-se
Platéia se admira, as estrelas!

À vontade saio lindo do casulo
Alguém em algum espaço o fez
Borboleta que eu posso consistir
Das asas tela para o pintor usar

Sensual e almiscarado segundo
Ação furtiva de comedimento
Eu fui embora e o lepidóptero?
Seguindo o vento permaneceu


sábado, 21 de janeiro de 2012

Conspiração do Querer


Sonho ao báratro arrastado
Junto do ausente sucumbe  
Lambem o âmago as lágrimas
Sentimento vem extasiar

Eu sem pronome chora
Dilapidado olhar retrai
O adverso finjo perceber
Sol demais para cegueira

Inclinada posteridade
Uma Pisa que não cai
Bases de clemência grande
Amor segue além-mundo

Percola levando existência
Chuva que ablui o ninho
Pé sem perspectiva deixa
Esse corpo para o inesperado


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

De Soslaio

Desta afinidade aceitei o volúvel
Tirei do cá o passar de oscilações
Anotado na firme terra o tempo foi
Chegou meu melhor aroma aonde

Lago de encontro em mais faces
Quando outrem lá estava você
Permanecido em manar seu ego  
Com relento de insone alvorada

Bem ali chamei de bebê com agrado
Fragilidade oculta que ganhei a chave
Desta felicidade dividi e não reparti
Quisera somente os olhos distribuir

Lançadas foram poucas expectativas
Pretexto de ser bom e ser agora aqui
Para sonhar um delicado travesseiro
Lembrar infindável enquanto se pode 


quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Desembaraço


Retinem sonhos conceptos
Volvem e devolvem o eco
Da partida díspar que preme
Faz resilir a fidúcia minha

Apura lucidez esgalgada
Principiou a tino no intento
Resiste peito noutro plano
Flanco para o que desaba

Dor de alegrias que cruzam
Menti à verdade quando vi
Deixado ao dolo de conduzir
Essen amour “free on board”

Perenes águas me adentram
A lavada memória sai enxuta
Vai secar à sombra o restante
Não me empolga o desboto  


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Incursão


Um atrevimento hiante
Cinética do gosto
Ditame não criado
Coisa sentida em mim

Para que asas se já pousei
Fui planar sem apresto  
Pude perfilhar sentidos
Ser sinapse do encontro

Súbito episódio on-line
Manifestação cósmica
Concreta em arte
Na imperfeita trama  

Acabamento craquelado
Uma procura sem arranjo  
Retoques de pensar para
Especiais portais entrar  


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Tornando-me comum


Gestos corriqueiros no olhar
Agarro na mesma alça remota
Faço broto de velhas manias
Cotidiano revezado de ocasião

Piloto minhas mesmas qualidades
Para atingir com fineza as distorções
São humanos vivendo frissons
Intimizados de rima e rumo

Temor de não abranger mais ali
Aqueles fios labiosos que raleiam
Cadê o contínuo visceral do momento?
Ah, mas nas lembranças se cafeinizam

Banais amplitudes de desesperação
Firmes corações que permanecem
As adentrâncias serão regulares
No comum passado que não muda




terça-feira, 18 de outubro de 2011

Úmido Efeito

Queria ser a água que borbulha 
Puro reflexo dos olhos 
Chá que acalma 
Formado em mim 
Escorre por ti
Alcança-te 

Água sem disfarce se unge 
Volúpia em gotas simples
Ondeia-se paixão 
Que derrama 
Por exato 
Alegra-te 

Encobre e molha tudo
Mergulhados sonhos 
No tempo afogam 
Braçadas fortes 
Esforça-te